DE INCOMENSURÁVEL VALOR!
Caro Kleber,
Além de belos, importantíssimos os teus versos.
Faço unir, pois, os meus poemas aos teus, pelos direitos humanos,
incondicionais e irrestritos.
Conte sempre com o meu apoio nesta luta aberta
contra a indignidade, a exploração, a desumanidade.
Vamos!
EXÉRCITO DE ANJOS
Pequenos, barrigudinhos
Olhares tristes, mansinhos
Sorrisos amarelados
Perambulam nas esquinas
Frágeis como passarinhos
Os meninos e as meninas
Filhos das filhas das ruas
Donos dos bancos das praças
Pés-de-vento, pés descalços
Desamados, destemidos
Perseguem-lhes os cães de raça.
Vira-latas das esquinas
Frágeis aves de rapina
Armados de pedra e pau
Os meninos e as meninas
Pastores das alvoradas
Atravessam madrugadas
Sempre em estado de graça
Adormecem ao relento
Parecem donos do tempo
Perseguem-lhes os cães de caça.
Borboletas sob o sol
Vaga-lumes sob a lua
Sem presente e sem porvir
Quebram cercas, pulam muros
Sem saber pra onde ir
Os meninos e as meninas
Entre ódios e branduras
Guerrilheiros de almas puras
Maltrapilhos, quase nus
Têm um coração que clama
Uma alma que reclama
São todos anjos da terra
Essas crianças de luz.
Katia Drummond
Sintra, Portugal.
Resposta do Poeta Antonio Kleber:
Caríssima Kátia:
“Exército de Anjos”! Caríssima Kátia Drummond: Saibas que é uma honra ter-te aqui, propugnando pela defesa de direitos tão caros à nossa sensibilidade. Só hoje tomei conhecimento das belíssimas estâncias lavradas em redondilhas. Foste muito feliz. Estes versos, ao fim, já não são teus, mas de todos aqueles que assumem a tribuna da denúncia, para lutar contra as ignomínias praticadas em escandaloso prejuízo das crianças desassistidas do mundo. Assim considero meus trabalhos: uma forma de passar a minha voz à frente, para proceder ao aniquilamento dos déspotas, dos pulhas, dos desumanos, dos insensíveis... e por aí afora! A tua poesia é um grito contra tudo isso e toda essa gente desqualificada, que, nem de perto, entende a importância da vida humana, ou o desespero das pessoas diante do sofrimento, da agonia, da morte, enfim. E maior, infinitamente maior, quando se trate do sofrimento de uma mãe, diante de um filho morrendo de fome, de sede ou de frio.Aliás, um portentoso grito! A tua poesia é importante, porque traz esperança. Continuemos!
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PARABÉNS, AMIGO!!
Essas imagens sempre me deixam a pensar na injustiça social que nosso planeta vive. Sinto-me inerte diante de uma imagem que, infelizmente, é real, mexe com meu coraçao profundamente. Parabéns, amigo, por expressar tão bem através de poemas a sua sensibilidade e senso de humanidade.
Carmem Balestero - São Paulo
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
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